domingo, 25 de setembro de 2016

Trilha de Bike I - Descida da barroca - Estação do Ouro - Araraquara - SP

Abandonada e esquecida, há muitos anos, a Estação do Ouro localizada no Município de Araraquara, carrega consigo parte de uma história pouco conhecida da morada do sol.
Inaugurada em 1897, a Estação do Ouro teve outras utilidades além do transporte de pessoas e  mercadorias, sobretudo o café. Entre os anos de 1895 a 1897, Araraquara foi assolada pela epidemia de Febre Amarela que  quase devastou a cidade.
O pânico causado pelas mortes desorganizou a vida política e social do município fazendo com que os moradores que tinham condições financeiras procurassem se mudar para fazendas e vilarejos próximos a ferrovias.
Parte da administração pública de Araraquara, foi transferida para o então distrito de Américo Brasiliense, enquanto outras foram transferidas para a Fazenda do Ouro, nas proximidades da estação.
A estação recebeu esse nome por causa do córrego do Ouro, que atravessa o vale de mesmo nome e vai até Araraquara. Quando inaugurado, o trecho de linha férrea pertencia a Companhia Paulista de Estradas de Ferro de onde se pode ver a logo até os dias atuais.
A trilha que percorremos no domingo tem 35 Km, passa pela Estação do Ouro e desce a barroca até a nascente de um riacho, a volta tem subida acentuada, no entanto é curta.
A trilha que fica próxima á Vila Xavier, aqui em Araraquara, é uma trilha relativamente curta e sem grandes subidas, mas é uma opção para quem quer treinar técnica de subida, cascalho e como andar no areia solta.
Não existem subidas longas, mas uma das subidas tem mais de 100 metros, com grande de inclinação, é cobertas com um cascalho bem grosso, daquele que se você respirar errado o pneu patina e o pé vai para o chão.
Além das subidas no cascalho, logicamente tem as descidas no cascalho...
Daquelas que o freio não funciona de jeito nenhum….
A bike fica derrapando e rabeando e o medo aumentando…
Daí vem a dúvida, para a bike parar de rabear, tem que soltar o freio, e cadê a coragem para isso…
Mas enfim, consegui descer todas sem cair, já as subidas foi empurrando a bike…

sábado, 23 de março de 2013

Propaganda de Época - Mercswiss


A Mercantil Suíssa ocupava instalações próprias no Km 22,5 da Rodovia Anchieta. Em imensos pavilhões produzia bicicletas e máquinas de costura, e tinha à frente os Lewandowski.
A bicicleta fabricada pela empresa paulista Mercantil Suissa com a finalidade de competir com as bicicletas inglesas que dominavam o mercado. conseguiu conquistar uma boa parte do público brasileiro em um época em que tudo que vinha de fora era considerado melhor.
Acredito que fabricação de bicicletas motorizadas para crianças tenha sido um dos erros que contribui para que a Mercantil Suíssa SA, primeiro fabricante de bicicletas com tecnologia 100% nacional, tenha ido á falência.

A arte de restaurar bicicletas


Esta matéria foi publicada no jornal “O Imparcial”. Em agosto dia 12 de 2007, na página de esportes por Cláudio Lara Ruiz.

O Imparcial, que circula em nossa cidade e região desde os idos de 1930, já foi entregue nas casas dos assinantes durante muito tempo com as bicicletas. E o extinto jornal O Popular, antecessor do O Imparcial, ambos fundados pelo saudoso senhor Antônio Correa da Silva; teve longa trajetória na história de nosso povo, e também era distribuído com as bicicletas.
O Luiz Brito de Domingos, (Brito) e José Carlos Fideliz, o (Fideliz) trabalham com automóveis. Mas ambos têm por gosto restaurar bicicletas antigas, como as memoráveis Halaigh, Herculis, Goriche e tantas marcas.
As bicicletas são adquiridas pelos restauradores, às vezes, em difícil estado de conservação, o que dificulta o trabalho. Mas nada que impossibilite um bom trabalho.Demoram em torno de trinta dias para fazer as reformas, com minuciosos detalhes. Pintura, ajustes e etc. E chegam a vendê-las, por preço de 1 mil reais cada uma.
Eles afirmam que as modernas, não possuem todos os detalhes das antigas, como freios de varão (uma vara que passa por debaixo do cano da bicicleta), para a frenagem. Além disso, antigamente era obrigatório ter placas nas bicicletas e até licenciar.

sábado, 30 de junho de 2012

Bicicleta Mercswiss

No começo da década de 50 a MERCANTIL SUISSA era uma das maiores rede de lojas do país. Em 1954 inaugurou seu parque industrial em São Bernardo do Campo.
O aço de Volta Redonda e a têmpera dos paulistas contribuíram para criação do grande parque industrial da Mercantil Suissa, inicialmente para fabricar bicicletas e máquinas de costura. “As melhores máquinas de costura e bicicletas do mundo, produzidas agora em S. Paulo pela Mercantil Suissa”. A bicicleta Mercswiss, que tinha a caravela como logomarca.
A fábrica fechou as portas devido às dificuldades financeiras impostas pelo advento do carro nacional na década de 60, somado a expansão dos transportes coletivos que obrigaram a tomar medidas pesadas para conter os gastos, o intercâmbio das peças das bicicletas foi uma delas. As fabricas de máquinas de costura Singer e Vigorelli foram concorrentes fortes que colaboraram para o fechamento do setor fabril das máquinas de costura Mercswiss.
A Mercantil Suíssa ocupava instalações próprias no Km 22,5 da Rodovia Anchieta. Tinha à frente os Lewandowski. A bicicleta fabricada pela empresa paulista Mercantil Suissa com a finalidade de competir com as bicicletas inglesas que dominavam o mercado. conseguiu conquistar uma boa parte do público brasileiro em um época em que tudo que vinha de fora era considerado melhor. A fabricação de bicicletas motorizadas para crianças foi um dos erros que contribui para que a Mercantil Suíssa SA, primeiro fabricante de bicicletas com tecnologia 100% nacional, tenha ido á falência.

sábado, 2 de junho de 2012

Bicicleta Gulliver

A Fábrica: A família Leon Herzogera tinha uma pequena fábrica de bicicletas em 1939 na Polônia quando os nazistas invadiram o país.
Ele conheceu os horrores do Holocausto: fome, trabalhos forçados, tifo, cães pastores latindo, execuções e deportações para campos de extermínio em vagões de gado. Em 1945 a guerra acabou e ele não tinha nenhum parente vivo na Europa.O jeito foi buscar abrigo no que sobrara de sua família: os irmãos que haviam emigrado para o Brasil antes da guerra. Leon voltou à sua antiga atividade: montar e vender bicicletas. De uma lojinha, a coisa evoluiu para uma fábrica Bonsucesso - RJ, em 1951. Era a Gulliver. A produção correu bem até que, no final dos anos 50, houve um desentendimento entre os sócios da B. Herzog, e a Gulliver foi fechada.
A compra: Em 1958 meu avô Francisco Cezário Gomes tinha carteira assinada, ele foi à loja Casa Sarkis que ficava na Avenida Comendador José Garcia, e após negociar e ter o crédito aprovado por Nascim Sarkis comprou uma bicicleta Gulliver para pagar em três prestações. A partir daí, sua vida se tornou mais difícil, porque subir a Rua das Pedras de bicicleta era impossível, dada a inclinação e ser muito lisa em dias de chuva por causa dos paralelepípedos. E na descida na chuva era um sabão. Neste mesmo ano o Brasil conquistava na Suécia a sua primeira copa, onde Garrincha fora um dos maiores protagonistas, no dia seguinte ao jogo contra a URSS, Garrincha recebeu o bicho das mãos de Adolpho Marques: cinqüenta dólares. E, no Brasil, anunciou-se que ele fora eleito o "desportista da semana" — prêmio: uma bicicleta Gulliver.

Caloi Bianchi 1951

Marca: Caloi Bianchi. Modelo: Masculino aro 28. Ano: 1951. Origem: Brasil/Itália. Proprietário: Fabiana Bellote Primiano Caixeta. Campinas - São Paulo - Brasil .
História: Comprada em uma oficina em Araraquara, esta bicicleta não estava em bom estado. O dono desta desta bicicleta foi o senhor José Bellote, propietário de um armazém de secos e molhados na rua nove de julho, era utilizado para entregas das compras relalizadas em sua venda. As entregas realizados pelo ajudante Zico que em alguns casos levava os mantimentos até a Estação Tutóia [Manutenção dos depósitos de sacarias de café da Estação da estrada de ferro Araraquara (EFA)], na região de Araraquara, interior de SP (cerca de 270 km da capital). Ficou cerca de dois anos encostada em oficina, aguardando manutenção.
Esta bicicleta do tipo utilitária, foi muito usada para transporte de pequenas cargas e locomoção. Sua fabricação se deu nos anos 1950, do tempo em que quem tinha uma bicicleta era considerado rico. Nessa época, as bicicletas eram muito concorridas e quem possuía uma tinha um certo status, até mais do que ter um carro! Naquela época também, as rodas eram do tamanho 28 polegadas e pneus finos. A variedade era grande e as marcas como Philips, Gäricke, Prosdócimo, além da Caloi e Monark que eram as mais conhecidas entre o público. Mas o tempo foi passando e muitas destas marcas acabaram desaparecendo, restando apenas a Caloi.
A Casa Luiz Caloi era apenas uma importadora de bicicletas localizada na Rua Barão de Itapetininga, na região central de São Paulo. Devido às dificuldades em importar componentes durante a II Guerra Mundial, a Caloi passou a produzir peças e alguns componentes em 1945. As Bianchi foram sempre o carro chefe nesta época em que a Caloi era apenas uma importadora de bicicletas.
A Caloi Bianchi 1951, com pintura original quadro Bianchi masculina aro 28, é uma peça raríssima com pintura restaurada na cor de fábrica, com Emblema e Guidão original.Esta Caloi Bianchi 1951 era apenas montada no brasil pois nessa época a caloi importava os quadros da Bianchi italiana, note que o parafuso de fixação do selim e do lado superior do quadro, exclusivo da Bianchi e os pneus Pirelli modelo selo branco. Valor R$ 1000,00.

Goricke Esmeralda

Marca: Goricke. Modelo: Masculino aro 26. Ano: 1956. Origem: Alemanha. Proprietário: Julio Cesar Bellote Primiano. Araraquara - São Paulo - Brasil.
História: Comprada de um amigo em Araraquara – João Corrêa o "Doutor das bicicletas", esta bicicleta pertenceu á familia de Angêlo Bellote, propietário da "Alfaitaria e Tinturaria de Angêlo Bellote" na Avenida Nove de Julho em Araraquara-SP.
Não apresentava pintura original e foi repintada na cor Azul, o quadro, o garfo, os para lamas e o cobre corrente.A Bicicleta Goricke modelo Esmeralda - montada no Brasil pela Goricke. A fabricante alemã de bicicletas Goricke, manteve montadora aqui no Brasil por um curto período de tempo. O título esmeralda, com o qual a fabricante alemã batizou este modelo, curiosamente foi intencional, mostrar o quanto esta bicicleta seria preciosa, como uma verdadeira "pedra preciosa".
Mais informações: Pneus Pirelli Balão aro 26"; plaqueta Goricke do caximbo dianteiro em relevo; Pedivela e guidão com a marca Goricke estampada em baixo relevo; Emblema de paralamas preservado; Freio tipo Varão dianteiro e traseiro; Caixas de direção e central originais; Partes cromadas ainda originais e apresentando bom aspecto; aros alinhados; está com os punhos e o cobre corrente; o dínamo e o farol são réplicas.
A pintura foi restaurada como o original de fábrica e não possui riscos; Roscas de caixa íntegras e perfeitas; Bicicleta com estado geral bastante respeitável e muito preservada. Valor R$2000,00.